Jornal Escolar "Letras d'Água" nº 26

quarta-feira, 13 de junho de 2018

25 de abril  na Escola Básica e Secundária Mães D'Água


De novo, a Biblioteca em colaboração com a Associação 25 de abril, proporcionou a todas as turmas do 9º ano uma sessão dinamizada por dois militares que participaram no 25 de abril de 1974. Para além da sua intervenção, alguns alunos leram poemas alusivos ao tema e ouviram-se canções do Zeca Afonso, José Mário Branco, Adriano Correia de Oliveira e Paulo de Carvalho.


"Não hei de morrer sem saber                                       
qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei de morrer sem saber
qual a cor da liberdade".

Jorge de Sena








AVENTURA SAUDÁVEL



Em 17 de abril de 2018, realizou-se a atividade interdisciplinar “Aventura Saudável”. Mais uma vez foi uma atividade com forte adesão. Participaram trinta e duas equipas de cinco elementos. A atividade era constituída por vinte postos de controlo, cada um com temática diferente, onde uma equipa era posta à prova sobre, conhecimento geral, culinária, alimentação saudável, roda dos alimentos, reciclagem dos materiais, saúde, higiene oral, sexualidade, respeito pela diferença do outro, informática, matemática, equilíbrio, orientação, destreza motora, criatividade, etc. Participaram duzentos e dois alunos entre alunos participantes e colaboradores. Tivemos o apoio da UCC da Damaia, Associação de Pais, Rodar, GAAF, EPIS, Tutoria mais, PIEF, projeto Feat to Eat e vinte e um professores colaboradores. A equipa vencedora foi o Acolher, seguida dos Nuggets e Nuto Bebi Kume. No final da prova, foi distribuído a cada aluno uma maçã e uma garrafa de água. No intervalo das dez horas, do dia 30 de Março de 2017, foram entregues às três primeiras equipas medalhas e a todos os outros alunos participantes um diploma.
A todos os alunos participantes, colaboradores, professores colaboradores, Associação de Pais, entidades externas e projetos, ao grupo organizador (PES), à gestão do agrupamento, o nosso muito obrigado.
                                                                       O grupo coordenador do PES









LEITURAS NA BIBLIOTECA


OS MAIS BELOS CONTOS DE GRIM



Uma leitura de “O lobo e os cabritinhos” por Saulo Pinto e Anaisa Ferreira, 6º ano

Era uma vez uma família de cabritos. Certo dia, a mãe tinha de sair e disse aos seus filhos:
- Não abram a porta ao lobo. Ele tem patas pretas e voz grossa.
- Prometemos não abrir a porta ao lobo – disseram os cabritinhos.
Passado algum tempo, bateram à porta e ouviu-se:
- Abram a porta. Sou eu, a mãe. Tenho uma prenda para cada um.
- És tu, lobo. Tens a voz grossa – disseram eles.
O lobo foi buscar gesso e pôs na garganta.
- Sou eu, a mãe. Abram a porta, que trago uma prenda para cada um – ouviu-se.
Mas o lobo tinha posto a pata na janela e os cabritinhos disseram:
És tu, lobo. Tens as patas pretas.
O lobo foi pôr farinha nas patas e, quando chegou de novo à porta da casa dos cabritinhos, disse:
- Sou eu, a mãe. Trago uma prenda para cada um.
Os cabritinhos ouviram a voz fina e viram as patas brancas. Por isso, acreditaram e abriram a porta. Quando viram que era o lobo, fugiram, mas foram apanhados e comidos, exceto um, que se escondeu.
Quando a mãe chegou, perguntou:
- Filhos, aonde estão?
O cabritinho que se escondera, saiu do relógio de sala e disse que todos tinham sido engolidos pelo lobo. Então, a mãe abriu a barriga do lobo que por ali adormecera, tirou os bebés e pôs no seu lugar pedras.
Qual não terá sido o espanto do lobo ao acordar de tão longo sono?







Comemoração do Holocausto pela disciplina de História e pela Biblioteca


Foi no passado dia 1 de fevereiro, numa sessão com o jornalista Henrique Sequerra, que a nossa escola celebrou o dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Este dia, comemorado a 27 de janeiro, relembra todas as vítimas do genocídio cometido pela Alemanha Nazi. Seis milhões de judeus foram mortos durante a II Guerra Mundial. 
A sessão teve a duração de uma hora e meia e contou com a participação de alunas e alunos do 9.º, 11º e 12 ano. 
O convidado, também familiar dos gémeos Sequerra - protagonistas do seu livro Já Posso Dizer a Verdade? -, relatou a vida dos seus tios, que salvaram cerca de mil pessoas durante a guerra.  
Joel e Samuel Sequerra não são considerados ‘Justos entre as Nações’ uma vez que também eram judeus. Porém, tiveram grande importância na luta contra o nazi-fascismo, chegando a ser perseguidos pela Gestapo, a polícia política alemã. 
Durante a discussão, foram ainda feitas perguntas a Henrique Sequerra sobre a atualidade e a possibilidade da existência de um novo Holocausto. Relembrou-se o perigo da ascensão da extrema-direita. 
A par da sessão, foram também expostos cartazes sobre a II Guerra Mundial e o Holocausto, que poderão ser consultados no pavilhão A!

Mariana Olho Azul, 12º, 2º


Exposição na Biblioteca







 

terça-feira, 12 de junho de 2018

Exposição sobre a origem da escrita

A Biblioteca da Escola Básica de Alfornelos partilhou com a nossa biblioteca, durante a Semana da Leitura, uma exposição sobre a origem da escrita que foi muito frequentada pelos alunos. Alguns dos objetos eram manipuláveis, o que suscitou muita curiosidade aos alunos.
















sábado, 15 de abril de 2017



Este ano a SEMANA da LEITURA teve como tema “O PRAZER DE LER” e decorreu entre 20 e 24 de março. A sua divulgação foi feita através do cartaz com design do professor José Mourão.

Em todas as salas de aula foram distribuídos textos de vários géneros, de acordo com a idade e os níveis dos alunos para serem lidos e discutidos ao longo da semana. Nos diferentes espaços da escola foram disponibilizados textos de diferentes autores com temáticas diversas.

Também grupos de alunos orientados pelos seus professores de Português fizeram leituras na biblioteca, na direção e na sala de professores.

A realização desta semana proporciona a toda a comunidade educativa o contacto com autores que, sendo ou não conhecidos, podem despertar em quem os lê e/ou ouve o gosto e a curiosidade por uma das atividades que tem um papel fundamental no modo como pensamos, agimos e somos.

Desde que a Biblioteca Escolar foi integrada na Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), em 2009, a Semanada Leitura passou a fazer parte do seu Plano Anual de Atividades e tem como objetivo a divulgação de escritores, o envolvimento da comunidade educativa e a sua sensibilização para a importância da leitura nas suas vidas.

“…um aluno, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. A educação é a única solução…”

                                                                            Malala Yousafzai








Rodolfo Castro


Contador de Histórias


No dia 21 de fevereiro, a Escola Básica e Secundária Mães D’ Água, recebeu a visita do contador de histórias, Rodolfo Castro, que se auto-intitula como “o pior contador de histórias do mundo”. No Auditório, realizaram-se quatro sessões, de 45 minutos cada, para os alunos do 1º e 2º ano; 3º e 4º ano; 5º ano e 6º ano respectivamente.

Quem assistiu – alunos, professores, técnicos de educação e assistentes operacionais – viu e sentiu, de forma intensa, o seu enorme talento, criatividade e humor. A sua arte de contar histórias serve-se duma enorme variedade de recursos que vão desde os gestos, à expressão corporal, ao uso de onomatopeias, ao modo como usa a voz com tom, volume e velocidade variáveis, de acordo com a situação descrita. A temática das histórias deliciou os presentes, ora com histórias de terror, ora com histórias maravilhosas, ora com histórias do quotidiano. O encantamento com que miúdos e crescidos assistiram às suas histórias só vem demonstrar que “ouvir histórias” dá boa disposição e pode tornar as pessoas mais felizes, pelo menos, momentaneamente. Aliás, estudos científicos provam que as crianças que, desde a mais tenra idade, ouvem histórias, aprendem a ler e a compreender o que leem de forma mais rápida e fácil e podem tornar-se mais felizes do que as crianças que não têm quem lhes leia/conte histórias.

Que bom que seria, se pudéssemos ter a visita de um contador de histórias como o Rodolfo Castro, pelo menos, uma vez por período na nossa escola!

Aqueles que o viram e ouviram poderão afirmar que estiveram perante um dos melhores contadores de histórias do mundo.

Vejamos o que ele diz de si próprio:


“No ano 1993 comecei a contar histórias profissionalmente. Esforcei-me sempre por ser o melhor. Para isso treinei, estudei, trabalhei...e não consegui. Quando comprovei que não podia ser o melhor decidi ser o pior... e consegui. Antes disso trabalhei de pedreiro e de carteiro, de sapateiro e de vendedor ambulante. Tentei o futebol e a atuação, fui professor do ensino básico e tive a minha banda de música. Vendi postais de natal nas ruas de Buenos Aires e artesanato no México. Sou escritor e formador creditado na área da literatura e dos contos.
Nasci e cresci em Buenos Aires, formei-me profissionalmente no México, hoje vivo em Lisboa, Portugal”.